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terça-feira, 25 de abril de 2017

Leon

Poesia de Margarete Solange



Antes de ser ilustrador
E encantar a garotada,
Leon era uma singela
Bolsinha esperando
Ser comprada.
Logo que Marina o viu,
Não conteve a paixão.
Era um leãozinho magrelo,
Desnutrido e cabeção,
Tinha uma juba assanhada,
Não tinha beleza nem nada,
Mas ela ouviu seu coração.
  
Marina que inventava histórias,
Com o seu lápis na mão,
Transformou a singela bolsinha
Num inteligente fantoche-leão.
Mesmo sendo uma criança
Ele sabia responder
A qualquer pergunta difícil
Que alguém quisesse fazer.
Desenhando ou pintando,
Leon Fernandez era bom
Em tudo que fazia,
Era dez em talento,
Dez em sabedoria.
Conquistou o mundo inteiro
Com a sua simpatia.


Conheceu Aninha
E por ela se encantou,
Mas para surpresa de todos
A esperta personagem
Desejava aproveitar-se
Do talento do ilustrador.
Com lágrimas nos olhos,
Fingindo emoção,
Procurou o artista
E fez a sua petição.
Quando ele a desenhou
Alta, esbelta e bonita,
Ela abriu seu coração:
Declarou que o amava
Como se fosse um irmão.






Desapontado, o Leão
Resolveu cortar a juba
E deixá-la bem lisinha,
Na intenção de ficar gato,
Para conquistar Aninha.
Com o tempo percebeu
Que sentia por ela
Grande admiração.
Apesar das diferenças,
Tornaram-se amigos
E viveram em comunhão.
Promovido a repórter
E apresentador
Do Literário Bloguinho,
Inteligente e encantador,
Agradou a mulherada
E tornou-se um conquistador.



Sendo um bravo guerreiro,
Planejava e alcançava sempre
Tudo o que queria...
Então desejou ser gente
Nem que fosse por um dia.
Com ajuda de Marina,
A narradora madrinha,
Sentindo-se fenomenal,
Saiu da literatura
E veio ao mundo real.
Desde então o leão-menino,
Talentoso e capaz,
Decidiu não ser fantoche,
E transformar-se num rapaz.









Margarete Solange,
Inventor de Poesia Infantil,
Sarau das Letras,  2ª edição, 
2016, p. 123-125
Ilustração; Isaura Barbosa





Ilustração de Isaura Barbosa