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sábado, 31 de maio de 2014

Resumo do livro Fazenda Solidão

A velha casa construída pelos antepassados do escritor fica isolada num alto depois da Curva da Morte. Dentro das terras da Fazenda Solidão a paisagem é fascinante. Um lugar cheio de encantos naturais que inspiram o escritor Rodrigo a escrever seus romances e poesias. Sua vida está plantada como profundas raízes no chão desse lugar. No entanto, por causa das muitas dívidas contraídas por Absalão seu irmão mais moço, a propriedade terá que ser vendida. Elizabeth, moça rica e mimada propõe comprar a fazenda para ajudar ao escritor, porém impõe uma condição que Rodrigo a princípio não quer aceitar.



Fazenda Solidão
Autora: Margarete Solange
1º edição: 2001
Editora: Santos
ISBN: 85-911291-0-5
Romance: 
Literatura Brasileira

domingo, 18 de maio de 2014

Bendita entre os homens

Com o conto “A intrusa” a escritora Margarete Solange tornou-se bendita entre os homens. No 2º concurso literário de contos e poesias João Batista Cascudo Rodrigues promovido pela AMOL (2013-1014), num total de quatorze premiados, ela foi a única mulher entre os ganhadores. Uma intrusa? Não, uma escritora de talento e estilo admirável. 
Em 2013, no Seminário Nacional e Internacional Mulher e Literatura, que homenageou nomes expressivos da literatura de autoria feminina da região nordeste, foi uma das representantes do Rio Grande do Norte. Sua obra atraente, seus temas universais cativam qualquer público, seja mulher, seja homem, do mais jovem ao ancião. Dessa forma, ela prossegue, passo a passo, ganhando espaço como autora brasileira que vale a pena ler lida, citada e recomendada.




Texto de Aninha Dicaprio
Fotografia de Felipe Galdino



sexta-feira, 9 de maio de 2014

O Leão

               Poesia de Vinícius de Moraes

Leão! Leão! Leão!
Rugindo como um trovão
Deu um pulo, e era uma vez
Um cabritinho montês.

Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!

Tua goela é uma fornalha
Teu salto, uma labareda
Tua garra, uma navalha
Cortando a presa na queda.

Leão longe, leão perto
Nas areias do deserto.
Leão alto, sobranceiro
Junto do despenhadeiro.
Leão na caça diurna
Saindo a correr da furna.
Leão! Leão! Leão!
Foi Deus que te fez ou não?

O salto do tigre é rápido
Como o raio; mas não há
Tigre no mundo que escape
Do salto que o Leão dá.
Não conheço quem defronte
O feroz rinoceronte.
Pois bem, se ele vê o Leão
Foge como um furacão.

Leão se esgueirando, à espera
Da passagem de outra fera . . .
Vem o tigre; como um dardo
Cai-lhe em cima o leopardo
E enquanto brigam, tranquilo
O leão fica olhando aquilo.
Quando se cansam, o Leão
Mata um com cada mão.


Leão! Leão! Leão!
És o rei da criação!

Fonte: Vinicius de Moraes. A arca de Noé
Companhia das letrinhas, 2003

Vinícius de Moraes 

Marcus Vinicius da Cruz e Mello Moraes nasceu no Rio de Janeiro em 1913. Foi diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro. Grande poeta, essencialmente lírico, o poetinha (como ficou conhecido) notabilizou-se pelos seus sonetos. Boêmio inveterado, era também considerado grande conquistador, casou-se por nove vezes ao longo de sua vida. A Escola literária na qual se classifica é o Modernismo.