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quarta-feira, 30 de junho de 2010

TRÊS DIAS DE FÉRIAS

A equipe desse nosso bloguinho viajou para desfrutar três dias de férias numa praia maravilhosa escondida nos confins do Rio Grande do Norte: Areias Alvas. Povoado singelo de uma única rua, município de Grossos, cidade vizinha bem próxima a conhecida Praia de Tibau. Atração turística de Areias Alvas: a existência do segundo maior cajueiro do mundo. Entre as pessoas do lugar circulam algumas lendas que cada um conta do jeito que bem quiser. Conta-se que “Rafaiel” um dos primeiros moradores do vilarejo se transformava em Lobisomem em noites de lua cheia. Existe ainda a lenda do “Batatão”, que seriam bolas de fogo vistas a noite vindo do meio do mar para a praia. Se alguém ousar se aproximar, uma bola de fogo despenca do alto na cabeça do curioso. Os mais cientificamente instruídos explicam que essa lenda surgiu por causa dos habitantes marinhos que circulam à noite iluminando as águas como vaga-lumes. Conta-se também que há muito tempo atrás, cerca de 40 anos, uma Coordenadora da Educação visitou a escola do povoado e para testar os conhecimentos dos poucos alunos, resolveu perguntar se eles sabiam quem havia descoberto o Brasil. Fez-se um profundo silêncio entre os pequenos. Até que percebendo que ninguém responderia, uma menininha muito desconfiada ergueu timidamente o braço e respondeu: “Foi Rafaiel”. Sugiro, portanto, duas interpretações para o episódio: ou o tal Lobisomem Rafaiel existiu mesmo e chegou ao Brasil antes de Cabral, sendo, portanto, o real descobridor das terras Brasileiras ou, por outra, por ser considerado um personagem de grande importância o tal Rafaiel acaba sendo citado em todo e qualquer feito grandioso.
No último dia de nossas curtas férias desfrutando da paz do maravilhoso lugar, fomos catar mariscos na orla e mergulhar nas águas calmas da praia seca. Num relance, uma calda graciosa é vista completando seu tranqüilo mergulho matinal bem perto de nós. Era um filhote de tubarão de aproximadamente um metro. Além de mim e Marina, ninguém mais se importou com a presença do rapazinho. Disseram que ele não era de briga, estava ali tão somente pescando peixinhos. Marina e eu caímos fora imediatamente, o inexperiente predador bem poderia confundir um dedinho nosso como sendo seu lanchinho. O restante do grupo permaneceu por lá, entre eles Maressa e Irak, os administradores deste nosso querido bloguinho. Devo admitir que além de contadores de histórias, esse pessoal é bem corajoso. Não os invejo, prefiro guardar comigo um ditado que diz: filhote de tubarão, tubarãozinho é. E nada duvidar deste meu relato, considerando que sou escritora e a profissão exige que façamos lá uns aumentos e umas modificaçõezinhas da realidade. Contei o fato tal e qual aconteceu. Podem acreditar sem susto na existência do tubarãozinho, garanto que essa parte da narrativa é pura verdade visto que fui eu a primeira a ver o bichinho. Tudo bem que quando eu voltar novamente a Areias Alvas o tubarão dessa minha história vai estar com uns quatro ou cinco metros, fazer o que? Enquanto Xavier morar por lá, as histórias fantásticas do lugar vão sempre crescer da noite pro dia.
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Cenário Lindo: Praia de Areias Alvas
Veículo dos pescadores do Vilarejo
Alciano - morador de Areias Alvas
Os administradores do nosso querido bloguinho
Margarete e
Xavier - grandes contadores de Histórias
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Duas Meninas: uma se chama Marina e a outra, Maressa
Maressa e Marina: empenhadas na construção do castelo de areia
Um trabalhão para construir esse Castelo? 
 
Aqui tudo é Mar: o Mar, Marina e Maressa
Grandes Catadores de Mariscos
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Reportagem de Margarete Solange
Fotografias de Alciano
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terça-feira, 29 de junho de 2010

FELICIDADE

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de Margarete Solange
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Um ano a mais de vida e paz,
Batalhas e bênçãos .
Com passos firmes siga em frente,
Agradecido pela vida
A cada novo amanhecer...
Satisfaça o Deus de amor
Todas as tuas petições.
Multiplique as alegrias
Prolongue os teus dias.
Em teu derredor floresça o amor.
Que sejam superáveis
Todos os problemas desagradáveis,
As tristezas, passageiras...
Abreviadas as aflições.
Que os teus lábios se abram
Para cantar belas canções e sorrir.
Outros anos virão
E com eles preciosas experiências,
Sucessos e realizações.
Parabéns, e que a felicidade
Seja teu presente
Para todo sempre.

 
Fonte: Margarete Solange. Inventor de Poesia: Versos Líricos.Queima-Bucha, 2010.


 Dedicamos esta poesia todos que estão aniversariando por esses dias, em especial a Maressa, minha filha amada e a Maria, minha prima estimada e amada. Ah, um beijão para minha querida Aurineide, companheira de biblioteca por vários anos, que também nasceu neste mesmo dia. Três “Pedritas” ou “Pedrinas”, não sei, só desejo que jamais sejam “Pedregosas”. Um abração meninas M.A.R.A.V.I.L.H.O.S.A.S E se por acaso você também está aniversariando hoje e não foi citado ou citada, reclame! Deixe um comentário dizendo que você também faz parte dos homenageados.
Como presentes desejamos pra vocês muitas alegrias, saúde, sabedoria, amigos leais, beleza, diversão e muitos anos de vida e Paz. Disposição, trabalho e dinheiro vocês tratem de corre atrás...
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Beijão!
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sábado, 26 de junho de 2010

SONHO DE PAZ

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de Margarete Solange
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Fim dos conflitos,
Viver pacífico,
Pessoas sem dor,
Amores leais.
Ricos e pobres todos iguais
Em simplicidade
Entoando um hino
Pela paz.
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Um mundo melhor,
Sonho dos pequenos.
Homens poderosos,
Pessoas desiguais,
Ataviados de glória,
Cada um em sua própria voz
Proclamam guerras
Contra nós.
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Desejos, sonhos
Que não se tornam reais.
Cresce a violência,
Rumores de guerras,
Injustiças sociais.
O amor esfria,
A esperança se cansa
De ansiar pela paz.
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Fonte: Margarete Solange. Inventor de Poesia: Versos Líricos.
Queima-Bucha, 2010.
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A MENINA, O LOBO E A VOVÓ

 poesia Infantil
de Margarete Solange
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Cantarolando pela floresta
Contente à beça
Segue a garotinha
Com sua cestinha.
Tão animada, voz afinada,
Levando doces para a vovó.



O lobão, no bosque escondido,
Em sua pele bem vestido,
Espera a hora de atacar.
Muda de idéia, corre adiante,
Entra pela janela, amordaça a velha
E no mesmo instante ocupa seu lugar.



A menina desconfiada
Entra na casa, mas fica parada
Temendo se aproximar.
Faz mil perguntas, irrita o lobão
Que sem paciência abre o bocão
Querendo lhe devorar.


A menina com voz fina
Apavorada pôs-se a gritar.
Um lenhador, distinto senhor
Que por perto passava,
Invadiu a casa e com uma machadada
Num golpe só acertou o lobo
E salvou a vovó.

*        *        *


Fonte:
Margarete Solange.
Inventor de poesia infantil: 
fantoches e poesias.
Queima-Bucha,
2010.
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O LADRÃO INDISCRETO

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Conto de Margarete Solange
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Casei aos dezoito anos. O meu marido tinha quase a minha idade, ou seja, era tão jovem quanto eu. Não era um rapaz de muitas condições, por isso fomos morar numa casa distante do centro da cidade, num bairro muito tranquilo, onde às nove horas da noite quase todas as pessoas haviam se recolhido, e as luzes das casas estavam apagadas. Percebi imediatamente que iria estranhar um pouco minha nova vida e morada, uma vez que minha família era muito numerosa; consequentemente, a casa de meus pais era barulhenta. Dormíamos sempre muito tarde. Outra coisa que sabia que estranharia era com respeito à segurança. O meu pai era extremamente cuidadoso, e nossa casa era protegida por gradilhos de ferro em todas as portas e janelas. Nosso muro, muito alto, era ainda guardado por dois cães, grandes e ferozes. Os portões eram fechados por cadeados enormes, e isso nos dava uma sensação de muita segurança.
Logo que visitou a casa onde passaríamos a morar depois que nos casássemos, o meu cuidadoso pai recomendou que tratássemos de colocar gradilhos em todas as portas e janelas. Eu bem que gostaria que esses gradilhos tivessem sido colocados antes mesmo de nos mudarmos para lá, mas isso não foi possível.
Como o lugar era muito tranquilo e nossa casa mais parecia uma casa de campo, decidimos que iríamos para lá tão logo findasse a nossa festa de casamento. Dessa forma, poderíamos economizar o dinheiro da viagem e investir em outras prioridades.
Era a terceira noite de nossa lua de mel. Estávamos recolhidos, dormindo abraçados, em nosso leito, quando comecei a ouvir um barulho que vinha da sala. Pareceu-me passos leves, cuidadosos: silenciou repentinamente. Sentei-me na cama e fiquei atenta. Apesar de ser muito medrosa, teria levantado para fechar a porta do quarto se o quarto tivesse porta, mas não tinha ainda. Não demorou muito, e ouvi mais alguma coisa, o suficiente para concluir que o ladrão estava muito à vontade, vindo da sala em direção à cozinha, sem nenhuma preocupação em ser cauteloso. Assim, eu podia perfeitamente ouvi-lo vez por outra. Está se revelando de propósito, deduzi.
Não havia vizinhos bem perto, por quem pudesse chamar, aliás, nem conhecia ainda os poucos moradores daquele pacato lugar.
Na semana que estávamos fazendo nossa mudança, uma vizinha veio nos dar as boas-vindas e tratou de nos prevenir que tivéssemos cuidado, pois havia alguns ladrõezinhos pelos arredores, sempre prontos a invadir os quintais para levar roupas, frutas ou qualquer coisa que achassem à vista. Entretanto, eu nem sequer sabia em qual das casas próximas morava a gentil senhora. Além do mais, como iria pedir ajuda numa situação como essa? Deveria gritar no meio da noite, pedindo socorro, se o ladrão já havia entrado e bem poderia estar armado?
Não deveria ser muito tarde. Eu achava que os minutos passavam lentos demais, enquanto os pensamentos, em minha mente apavorada, multiplicavam-se abundantemente.
Walter despertou. Rapidamente, pus o dedo indicador sobre os lábios, fazendo-lhe sinal de que ficasse em silêncio. Logo ouviu o barulho que vinha da cozinha, então pôde ler em minha apavorada face o que estava acontecendo. O quarto não estava escuro porque havia, ao lado de nossa casa um poste que iluminava a rua, e nossas janelas tinham quadradinhos de vidro que deixavam penetrar um pouco de luz.
O ladrão parecia querer mesmo nos matar de medo, torturando-nos lentamente. Mexia numa coisa, noutra, dava um tapa na geladeira, assim como que com propósito de nos assustar. Fazia-nos ouvi-lo aproximando-se do corredor que levava até o quarto onde estávamos, aliás, o único da pequena casa. Desistia, voltando novamente para a cozinha. Estava se divertindo à nossa custa, eu pensava, em pânico. – Por que não aparece logo e acaba com essa espera?
O cretino parecia muito seguro de si, deveria saber que éramos dois jovens inexperientes, recém-casados, morando naquela casinha solitária, quase sem vizinhos pelos arredores; deveria estar certo de que não éramos capazes de fazer-lhe nenhum mal.
Minha preocupação era saber o que pretendia fazer conosco. Pegasse o que lhe interessava, o que fosse de valor para ele e fosse embora, saindo por onde entrara. Mas não, lá estava ele, fazendo ruídos de propósito. Arrepiava-me pensando quais deveriam ser suas reais intenções. Ora, se fazia questão de que soubéssemos que estava passeando sem cerimônias dentro de nossa casa, era porque deveria ter algum plano terrível...
Estávamos para lá de apavorados. Vez por outra, ao ouvirmos os movimentos do ladrão, olhávamos um para o outro com olhos arregalados; porém, a maior parte do tempo, permanecíamos de olhos vidrados em direção ao portal, esperando vê-lo surgir na penumbra. Semideitados sobre a cama, mantínhamos nossas cabeças encostadas uma na outra, e não ousávamos falar nada, com receio de que nosso torturador nos ouvisse.
Não posso calcular quanto tempo durou nossa agonia, sei que o medo era gigante e que nossos ouvidos tornaram-se tão aguçados, naquele momento de pânico, que ouvíamos os mais leves rumores feitos pelo nosso inimigo até então invisível. Cheguei a formar, mentalmente, todo o seu perfil: imaginei que seria baixo, um pouco gordo, musculoso, e que tinha o olhar malvado de um psicopata assassino.
Só havia uma coisa que podia fazer naquela hora, e foi o que fiz: enviei silenciosamente uma prece desesperada ao céu. Eu nem conseguia formular direito minha oração, por isso repetia as mesmas palavras que nada mais eram do que um pedido de socorro. O meu coração batia tão acelerado que acreditava que Walter pudesse ouvi-lo.
Finalmente, o inimigo decidiu apressar-se, vindo ao nosso encontro. Ao bater na parede da entrada do quarto, gritei, agarrando-me apavorada às costas do meu marido... Numa manobra mal feita, bateu na parede da curva que ligava o quarto ao banheiro, e caiu; mas, rapidamente, levantou voo e conseguiu chegar ao banheiro, onde foi impiedosamente assassinada por meu marido. “Ruim de manobra desse jeito, só podia ser uma mulher”, comentou o gordinho fazendo-se de engraçado dentro de seu pijama folgado, segurando o chinelo, a arma do crime, em uma das mãos.
O indiscreto ladrão que roubou a paz e a tranquilidade de nossa terceira noite de núpcias era uma ladra. Uma borboleta grande e preta que, desorientada, batia no chão e nas paredes de nossa pequena casa, tentando encontrar alguma saída.
Walter e eu nos divertimos contando esse episódio aos amigos, mas no exato momento em que ele acontecia, a coisa era diferente. O ladrão jamais existiu, é verdade, porém o medo que se apoderava de nós naquela noite, era real. Acredito que poderia muito bem ter levado um cardíaco a repousar na tumba fria.


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Fonte: Margarete Solange.
Mais Belo que o Pôr-do-Sol e outros contos.
Santos Editora, 2000.
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terça-feira, 22 de junho de 2010

ESCRITOR JOSÉ SARAMAGO

Em 18 de junho de 2010, aos 87 anos, morre o escritor, jornalista, romancista, contista e poeta, José Saramago, ganhador do prêmio Nobel de Literatura em 1998 e do Prêmio Camões 1995. Saramago nasceu em 16 de novembro de 1922 na provínvia de Ribatejo, Portugal. Aos 25 anos, publicou seu primeiro Ramance “Terra do Pecado”. O trabalho seguinte “Clarabóia” foi rejeitado pelo seu editor e permaneceu inédito. Anos depois publica dois livros de Poesias: “Os Poemas Possíveis” e “Provavelmente Alegria”. Suas principais obras são: Memorial do Convento, 1982; O ano da morte de Ricardo Reis, 1984; A Jangada de Pedras, 1986; História do cerco de Lisboa, 1986; Ensaio sobre a Cegueira, 1995 e O Homem duplicado, 2002.
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 Ao longo de sua vida, Saramago disse e escreveu pensamentos interessantes, vejamos alguns desses pensamentos a seguir:
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"Não tenhamos pressa, mas não percamos tempo."
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"Gostar é provavelmente a melhor maneira de ter, ter deve ser a pior maneira de gostar."
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"O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas."
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"não é raro que uma coisa má traga consigo uma coisa boa, fala-se menos das coisas más trazidas pelas coisas boas" (Ensaio sobre a cegueira)
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“Se eu voltar a ter olhos, olharei verdadeiramente os olhos dos outros, como se estivesse a ver-lhes a alma...” (Ensaio sobre a cegueira).
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“Dentro de nós há uma coisa que não tem nome, essa coisa é o que somos.” (Ensaio sobre a cegueira)
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"Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara."
(livro dos conselhos)
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ELOQUÊNCIA

Um verso que não diga por palavras,
Ou se palavras tem, que nada exprimam:
Uma linha no ar, um gesto breve
Que, num silêncio fundo, me resuma
A vontade que quer, a mão que escreve.
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JOSÉ SARAMAGO
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"Todos sabemos que cada dia que nasce é o primeiro para uns e será o último para outros e que, para a maioria, é só um dia mais."
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E isso aí...
Palavras
de um grande homem:  jornalista, dramaturgo, romancista, contista, poeta e pensador.

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Ao grande escritor Português nossa singela homenagem. Para aqueles que ainda não conhecem o autor e suas obras e são apaixonados por leitura, recomendamos que procurem conhecer pelo menos umas das principais obras citadas nessa página. Os que apreciam a leitura, mas não dispõem de tempo para ler, podem ver o filme “Ensaio sobre a Cegueira” muitíssimo interessante.
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A obra “Ensaio Sobre a Cegueira” foi adaptada para o cinema. Produzido no Japão, Brasil e Canadá, foi lançado em 2008, tendo como diretor Fernando Meirelles.
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E aí, pessoal, quem de vocês já leu pelo menos uma das obras de Saramago? Alguém já viu o filme? Que tal? Vamos participar opinando sobre o autor e sua obra.
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Fontes:
Guia de Leitura: 100 autores que você precisa ler, org. Léa Masina. Porto alegre: L&PM, 2009;
SARAMAGO, José. Ensaio sobre a Cegueira. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.
Wikipédia, a enciclopédia livre.
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NÃO QUEREMOS FALAR SOBRE ESSE ASSUNTO - Crônica

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de Margarete Solange
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A morte não é companhia esperada nem desejada por ninguém, mas ela sempre vem: sonda, rodeia, ameaça, bate em retirada... Volta depois... Está sempre por perto espreitando alguém. É certo que ela não marca a data e local exato, mas às vezes, ela vem antes da hora e num local inadequado. Isso deveria ser proibido por alguma lei. De repente, ela chega sinistra com seu manto negro ou branco – sei lá – nunca a vi com meus próprios olhos, portanto, não sei dizer. Mas sei que leva prematuramente as pessoas que queremos perto de nós, pessoas que amamos tanto. É sempre prematura para nós a morte de nossos amados. Por que as pessoas que amamos um dia se vão? Não precisa responder meu devaneio, é somente é uma forma de desabafo! Sei que, assim como eu, alguém um dia sentiu essa dor, a dor da separação e da saudade. Saudade que cresce e fica espetando como milhões de espinhos cravados na carne, incomodando no peito a cada batida de nosso coração. E não queremos nem mesmo retirá-los para aliviar esse sofrer. Resta apenas ficar quietinhos e esperar se acostumar com a dor que esses milhões de espinhos trazem em cada amanhecer. Fechados em nossa tristeza, esquecemos que lá fora a vida continua toda ocupada com os seus muitos afazeres, ligeira, faceira, não pára para enxugar as lágrimas, nem para ouvir o pranto dos que choram. Contudo, faz bem chorar, para extravasar as muitas águas que se acumulam no íntimo de quem perdeu a companhia de alguém tão querido... A morte não é nada legal, porque nos separa daqueles que amamos. Por isso, é bem melhor mudar de assunto e nem falar sobre ela, ignorá-la, fingir que ela não existe quem sabe assim ela se esquece de nós e das pessoas amadas que queremos ter por perto a nossa vida inteira. Mesmo na dor, dizemos obrigado, Senhor, porque a Bíblia recomenda sempre dar graças por tudo.

Escrito por Margarete Solange em 09.06.2010

Crônicas colecionadas com o título de "Obrigada Senhor". 
Publicada anteriormente no blog Penso e Falo.
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sábado, 19 de junho de 2010

FINAL DE SEMANA ANIMADO

Final de semana animado. Vamos brincar????... Ouvi pessoas dizendo “Oba!!!” Ah, que bonitinho, também estou dentro!!! Trouxe de volta a brincadeira que vocês mais gostaram. Tivemos nessa seção 28 postagens... – Ei, calma pessoal... Esperem eu terminar de falar... Nada de mesmice! A brincadeira é a mesma, porém a maquiagem quanta diferença, isso sem falar no novo corte de cabelo. Pois é, um corte de cabelo e uma maquiagem caprichada fazem toda diferença no visual... Preparados??? Então lá vai a brincadeira. As instruções serão as mesmas, claro!
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Vamos para a explicação. Primeiro você escolhe o número correspondente ao mês em que nasceu. Na segunda lista, você escolhe o número correspondente ao dia do seu aniversário e, por último, a cor da roupa que você está usando no momento: seja blusa, camisa ou camiseta. Todo mundo compreendeu? Legal, agora é só começar:
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ESCOLHA AQUI O NÚMERO CORRESPONDENTE AO MÊS QUE VOCÊ NASCEU:
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1 – As pessoas
2 – Os cachorros
3 – Os meus parentes
4 – Os meus vizinhos
5 – Os meus amigos
6 – Os meus professores
7 – Os vendedores
8 – Os meus fãs
9 – Os meus inimigos
10 – Os motoristas de ônibus
11 – Os meus amores
12 – Os meus livros
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ESCOLHA AGORA O DIA EM QUE VOCÊ NASCEU
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1 . . . me detestam
2 . . . me admiram
3 . . . me ignoram
4 . . . me elogiam
5 . . . me maltratam
6 . . . me lambem
7 . . . me seguem
8 . . . me cumprimenta
9 . . . me apavoram
10 . . . me sujam
11 . . . me cospem
12 . . . me xingam
13 . . . me mordem
14 . . . me beliscam
15 . . . me desprezam
16 . . . me amam
17 . . . me beijam
18 . . . me sensibilizam
19 . . . me arranham
20 . . . me aborrecem
21 . . . me alegram
22 . . . me emocionam
23 . . . me provocam
24 . . . me abraçam
25 . . . me fortalecem
26 . . . me matam de tanto de rir
28 . . . me perseguem
29 . . . me divertem
30 . . . me fazem carinho
31 . . . me fazem chorar
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POR FIM, ESCOLHA A COR DA SUA ROUPA ATUAL:
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Branco . . . Porquê me falta todos os dentes da frente.
Preto . . . Porquê eu tenho cara enrugada.
Rosa . . . Porquê eu sou baixote.
Vermelho . . . Porquê eu não tomo banho.
Azul . . . Porquê eu sou invencível.
Verde . . . Porquê eu oro por eles.
Marrom . . . Porquê eu sou engraçado.
Lilás . . . Porquê eu sou legal demais.
Cinza . . . Porquê eu vou a praia sem roupas.
Amarelo . . . Porquê eu sou inteligente e isso causa inveja.
Colorida . . . Porquê eu sou louco pela natureza.
Laranja . . . Porquê eu sou celebridade.
Outras . . . Porquê sou assim mesmo, me mijo de tanto rir.
Sem camisa (Adolescentes até 21 anos). . . Sei lá. Porque eu sou demais, sou o CARA!
Sem camisa (Rapazes solteiros + de 21) - Acho que porquê eu sou irresistível!
Sem camisa (Senhores casados) - Porquê trabalho muito e sou meio desligadão!
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AGORA É SÓ POSTAR A FRASE QUE VOCÊ FORMOU!!!!!
e Bom
KKKKKKKKKKK
pra você.
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sexta-feira, 18 de junho de 2010

HERANÇA EM PALAVRAS - Poesia

Herança em Palavras
de Margarete Solange
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Aos amigos deixo toda minha herança
Porque foram realmente fiéis.
Nas veias não tinham meu sangue,
Mesmo assim, me amaram como sou.
Não cobraram nada de mim,
Nada que eu não pudesse dar.
Quando estive em dias maus, entenderam
Que embora eu dissesse o contrário,
Eu não queria ficar só.
Estiveram ao meu lado quando chorei.
Pediram-me perdão
Se me abandonaram quando precisei.
Aos amigos deixo toda a minha gratidão,
Meus versos, todos os meus escritos,
Enfim, tudo que criei,
Que saiu do mais profundo de mim.
Se eu os amei, não sei,
Porque o amor é tão inexplicável,
Mais divino que humano,
Mas se algum dia descobrir que não os amei,
Direi que a ninguém amei jamais.
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Fonte: Margarete Solange. Inventor de Poesia: Versos Líricos. Queima-Bucha, 2010.
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Altos montes nos cercam...

Muitas vezes nos sentimos cercados por problemas e inquietações. Olhamos para todos os lados e não vemos saída. Sentimos uma forte sensação de tristeza, solidão e abandono. Onde está todo mundo? Amigos, família, Deus... Por que ninguém nos socorre nessa hora em que nos sentimos tão frágeis? Quando altos montes nos cercam de onde nos virá o socorro? Alguém pode nos dizer? Alguém pode... Davi, que também passou por situações como esta, diz: “O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra. Não deixará vacilar o teu pé; aquele que te guarda não dormitará.” (Salmo,121)
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O que são salmos?
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Salmos são versos de louvor usados para cultuar a Deus. Podem ser lidos ou cantados. Podem também ser poemas nos quais o autor expõe todos os sentimentos de sua alma.
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Clamor para Ouvir a
Voz de Deus
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de Margarete Solange
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Quem dera, Deus de Jacó
Que das alturas reina,
Ouvisses meu pranto
E resolvesses enviar-me ajuda.
De sobre mim tiraria
O opróbrio e a tristeza
E me ergueria do monturo
Ao qual fui reduzido.
Sei que ouves meu pranto
E que de algum modo me respondes,
Mas sou eu quem não consegue Te ouvir.
Meus ouvidos estão surdos
À Tua voz, Altíssimo,
E penso que meus gritos se perdem
Sem que Tu ouças o meu clamor.
Sou eu Senhor que não compreende o Teu falar,
O Teu agir, o Teu imenso amor.
Sinto-me pequeno, medíocre, perdido.
Não posso fingir que estou bem.
Faz-me ouvir a Tua voz.

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Deus sempre pode erguer as paredes de nossas ruínas.


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Dedico o salmo " Clamor para Ouvir a Voz de Deus" a minha querida Nadj e a todas as pessoas que neste momento se sentem cercada por altos e intransponíveis montes.
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Fonte: Margarete Solange. Inventor de Poesia: Versos Líricos. Queima-Bucha, 2010.
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quinta-feira, 17 de junho de 2010

AGRADECIMENTO

Antes de ler a poesia “Corações Simples” de Margarete Solange, vejamos o agradecimento da autora em resposta aos comentários da seção “Escritora de Versos”, deixados pelos leitores.

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Obrigada pessoal por todas essas palavras carinhosas. Saber que vocês apreciam meus escritos me deixa cheia de contentamento. Conheço bem de perto todos vocês e sei que são pessoas sinceras de bom coração. Por isso, recebo os elogios ao meu trabalho como sendo verdadeiros, e não somente palavras ao vento. Como tenho dito, escrever é um ofício. O escritor ao escrever, trabalha para servir a alguém, é subordinado. Ora, se trabalhamos para alguém e o fazemos com zelo e seriedade, receber elogios é gratificante é recompensador. Antes de publicar meus livros em 2000, houve um tempo em que pensei em não publicá-los de modo algum, porque achava que já havia no mundo escritores demais, e que o que escrevia não ia acrescentar nada para as pessoas. Quando fui readaptada em 1995, passei a trabalhar como bibliotecária emprestando os poucos livros da biblioteca do colégio em que trabalhava. Tive, então, a rica oportunidade de conversar com adultos e crianças sobre suas leituras. Resolvi emprestar para eles meus escritos que estavam arquivados no computador. Desde então, achei que eles tinham utilidade. Adorava ouvir as pessoas comentando sobre minhas poesias, histórias e personagens. Queridos, leitores, vocês são peças fundamentais nas minhas obras. Reconheço e agradeço de coração.
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Margarete Solange, 17.06.2010
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CORAÇÕES SIMPLES - Poesia

de Margarete Solange
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Escrevo para agradar
Ou desagradar,
Depende de quem lê.
Almejo contentar
Homens e mulheres
De qualquer idade,
E tenho a idade que quiser ter.
Sinto o gosto do riso e do pranto...
Sinto e transmito.
Escrevo o que brota
Do chão do meu ser
E digo o que lateja
No íntimo de tanta gente.
Palavras correm pelas minhas veias
Fogem pelos meus dedos...
Calejados dedos
Que escrevem versos...
Versos que tocam
O coração dos simples,
Corações simples
Como o meu.
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.Fonte:  Margarete Solange. Inventor de Poesia: Versos Líricos. Queima-Bucha, 2010.
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terça-feira, 15 de junho de 2010

ESCRITORA DE VERSOS - Posfácio

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de Margarete Solange
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Acredito que Deus me deu por herança a capacidade de criar, de esculpir coisas usando as palavras. Escrevo romances, contos e também sou escritora de versos. Tenho a sina dos poetas: uma solidão interior, inexplicável, mas não me sinto poeta. Cecília diz: “não sou alegre, nem sou triste: sou poeta”, eu digo o contrário: sou alegre, sou triste, mas não sou poeta. Imagino o poeta como um ser especial: aparência singela, meiga, frágil; manso e humilde de coração, pacífico sempre! Diferente das pessoas comuns, uma espécie de sacerdote inspirado de maneira sobrenatural para a missão de fascinar com versos cheios de sublimidade, musicalidade e beleza. Ser universal, cujo nome não tem gênero: é somente poeta, seja homem ou mulher. E esse ser, ao falar, assume o lugar de qualquer pessoa, não importa sexo, idade, nação ou época.
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As pessoas têm curiosidade de saber como as poesias surgem. Perguntam se elas são sentimentos verdadeiros ou obra de ficção como a prosa. Alguns acreditam que surgem tão somente trazidas pela inspiração. Quando me perguntam como surgem as poesias, de bom grado respondo. Escrever em versos envolve inspiração, realidade e ficção também. Já passei para o papel alguns versos que simplesmente surgiram em minha mente, de repente, do nada. Não sei explicar direito por que eles resolvem surgir em momentos em que estamos melancólicos ou passando por crises existenciais. Existem versos que não são inspirados, são trabalhados pas-so a passo como acontece na prosa. Isso não quer dizer que não são sentimentos verdadeiros: são, porque um poeta não mente... Se contradiz, mas realmente sente o que escreve, embora, por vezes, não esteja tratando de sua própria dor e emoções.
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Dificilmente saio desacompanhada de lápis e papel, pois nunca sei quando vão surgir idéias fervilhando em minha mente, querendo escapar de dentro de mim. Isso muita vezes acontece nas situações mais inesperadas, assim sendo, se não estou preparada, tenho que arranjar rapidamente meu materi-al de trabalho e fugir por alguns momentos para escrever o que está martelando em minha mente, ou magoando meu co-ração.
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Costumo ficar atenta para descobrir sobre o que as pessoas buscam encontrar nas poesias. Já escrevi várias vezes por encomenda para pessoas que queriam dizer algo para alguém e não sabiam como fazê-lo. Por outro lado, quando ouço os jovens comentando suas paixões, ilusões, angústias e contentamento, sempre existem histórias parecidas com momentos que passei ao longo de minha vida, isso faz ressuscitar sentimentos que pareciam não ter mais nenhuma importância. Assim, falo de dores e amores que por vezes não foram completamente meus.
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Por vezes, fico grávida de temas encomendados ou não. Abortei alguns ou me surpreendi quando alguns deles nasceram de repente. Já dei à luz a versos prematuros que me deram trabalho para se formar. Alguns versinhos desajeitados, coitadinhos, jamais agradaram, nem a mim, nem a ninguém. O problema é que sentimos pena de rejeitar completamente algo que saiu de nossas entranhas. Quando não foi feito por nossas mãos, não hesitamos em criticar e classificá-los como sendo indignos de serem publicados. Um professor de literatura disse uma certa vez que até mesmo os poetas considerados os melhores, conhecidos em todo mundo, além das boas e belas poesias, escrevem e publicam algumas bobagens. Concordo com esse crítico. E sei também que às vezes o que não é útil ou belo para alguns pode ser interessante para outros.
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Antes eu escrevia porque sentia necessidade de desa-bafar. Agora, quando escrevo, penso naqueles que vão ler e almejo tocá-los. A partir de conversas com os leitores ao longo desses anos, creio que já não escrevo somente o que sinto, mas o que aflige e emociona muita gente que se ver refletida nas palavras que saem, ora de minha mente, ora do meu coração.
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Em 29.03.03
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Fonte: Margarete Solange. Inventor de Poesia: Versos Líricos. Queima-Bucha, 2010.
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