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sexta-feira, 4 de junho de 2010

Minhas primeiras Leituras - crônica

de Margarete Solange
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Sempre fui apaixonada por leitura. Nem lembro como essa paixão começou. Quando aprendi a ler eu ficava bem perto do meu pai enquanto ele dirigia para que me ouvisse ler os letreiros que surgiam em nosso trajeto. Ele ficava encantado porque eu sabia ler e lia palavras longas. E porque ele ficava encantado, eu sempre fazia isso para receber elogios. Como éramos muitos filhos, estudamos em escolas públicas e meu pai não podia comprar livros. Na vizinhança havia uma menina, colega de brincadeiras, que tinha em sua sala uma estante cheia de livros, eram os clássicos da literatura infantil. Era uma riqueza! Eu me sentava em frente à estante e ficava olhando os livros para sondar o ambiente e saber se era permitido pegá-los ou não. Olhava as expressões dos rostos das irmãs mais velhas e da mãe da menina, se não fizessem cara sisuda, era sinal de que eu poderia pegar os livrinhos para ler. Era uma alegria infinda. Eu era tímida ou acanhada demais para ter coragem de pedir permissão aos adultos para fazer qualquer coisa que fosse. Esse medo de me expor e enfrentar pessoas trago até hoje. Procedi dessa forma por muitas e muitas manhãs, nenhum adulto daquela família colocou obstáculos para que eu lesse os belos e bem ilustrados livrinhos. E assim, li muitos livros, até mesmo “A Dama das Camélias” de Alexandre Dumas. Para não desmerecer essa confiança que tinha conquistado, eu segurava os livros com muito zelo, enquanto os lia ou folheava. Esses momentos de leitura eram ricos para mim e, por isso, ainda guardo na memória todo o ambiente que me cercava enquanto eu li ou relia meu grande tesouro sentadinha no chão da sala em frente à estante de meus cordiais vizinhos. Lembro-me também que iniciei a busca pela leitura lúdica nos quadrinhos infantis. Eu ainda não compreendia as palavras, mas entendia as histórias lendo as gravuras. Vez por outra, meus irmãos apareciam com um gibizinho trocado ou emprestado de alguém. Às vezes, se recusavam a me emprestar, então eu tinha que ler escondidinha, correndo grandes riscos de ser flagrada, isso era uma aventura muito grande porque eu era muito medrosa e não gostava me meter em intrigas. Quando o flagra acontecia a confusão era tremenda. Guardo com carinhos as lembranças de minhas primeiras leituras. Muitos livros infantis não tive o privilégio de ler durante a infância, mas jamais deixei de ler livros infantis porque deixei de ser crianças. “O Pequeno Príncipe”, li na adolescência, um amigo me emprestou e “Pollyana” na fase adulta, duas amigas insistiram para que eu lesse, Adorei! Entre tantos livros lidos na infância, irei citar dois como sendo inesquecíveis: “O Patinho Feio” de Hans Andersen e “A Ilha perdida” de Maria José Dupré.
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Crônica de Margarete Solange
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Agora é sua vez de entrar nessa história. De falar de suas lembranças das primeiras leituras.Você pode começar dizendo quais são os livros da sua infância que você considera inesquecíveis.

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8 comentários:

  1. Gostei da crônica. Bem, quem me ajudou a desperta para a leitura foi a propria autora Margarete, ela que me emprestava livros dela mesmo ou da biblioteca onde ela trabalhava. Gostei muito e não me esqueço foi o Livro "O Silencio das Lembranças" (autora Margarete) que li quando eu tinha 13 anos, inesquecivel. Depois, foram os livros de Monteiro Lobato, uma coleção, que tinha lá na biblioteca onde eu estudava e onde Margerete trabalhava.

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  2. Nossa... agora eu fiquei pensando, sou mais nova que vcs e não me lembro de minhas promeiras leituras. Pq será?

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  3. Bem, Maressa eu tbm não me lembro das minhas leituras na infância rsrsrs. A figurinha da menina lendo da fofa.

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  4. É muito importante adquirir o interesse pela leitura desde os primeiros tempos de infância. Não tive esse privilégio. Comecei a ler na adolescência história de faroeste e romances de bolso. Cito o "Pequeno Príncipe" como lembrança de minhas leituras infantis.

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  5. Na realidade também não tive o privilégio de ler livros na infância porque eu morava no interior e lá não tinha biblioteca nem livros. Quando comecei a estudar em João Camara a professora arranjou o livro do patinho feio. Ela dava pra gente ler, então o livro passava de mão em mão, depois ela comentava. Outro livro que li foi um romance chamado Bianca, nada mais. Hoje em dia quando vejo um livro infantil, vou logo lendo. Gosto e acho divertido. Eu não tive leitura na infância, minha infância tá sendo agora. Quando meus filhos trazem os livrinhos infantis da escola, eu sou a primeira a ler e gosto. Quem tem o privilégio de ter lido na infância é bom demais, abre mais a mente, mas quem não teve, faz como eu, lê agora.

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  6. Agora, Nad, conte tbm sua história. cadê vc, viajando... tô com saudade.

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  7. Oi Maria José,fui pra minha mãe ela sofreu uma queda e se machucou bastante e precisou de mim.Estou de volta morrendo de saudade do bloge de vcs.
    Vamos lá.Com 6 anos aprendi a ler,minha mãe que ensinou,ficava passando roupa e eu no seu pé para que ela ditasse palavras pra eu escrever.Quando fui pra escola com 7 anos já lia tudo corretamente.Minha querida prf.D.Rita me incentivou a ler,terminava minha tarefa de sala e corria para a biblioteca da escola,lá eu lia sem parar,as vezes ela vinha me dizer que já tinha tocado,daí eu levava livros para casa e já trazia todos no outro dia.Li de tudo na infância,os clássicos infantis,documentários de animais e muitas vezes quando mãe saia lia suas revistas escondida"contigo,capricho) e outras que não lembro agora.Na adolescência li muito romance "Sabrina" depois passei a ler coisas mais pesadas,um que não esqueço foi "Brasil Nunca Mais"não lembro agora o autor, me parece que é de um padre.Adulta li muitos clássicos da literatura brasileira,e li também Pollyana porque minhas meninas tinham que ler e pra conseguir tive que ler para incentivá-las,depois de Pollyana li outro da mesma série.Quando conheci Margarete passei a ler sua poesias,crônicas e romances,todos amei.Por último li: "Inventor de Poesia Infantil e Ningém é Feliz sem Problemas".Recomendo. Outro foi A Cabana, de William P.Young,confesso que fiquei meia perturbada com este livro,porém achei muito bom.
    Ufa! vai dar preguiça e ler minha história.Mas só sei que foi assim.

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  8. Emocionante! É isso aí! Começar a ler na infância é decisivo. Estimule seu filho, senhora mamãe. E para a criançada que já gosta de ler, eu digo: Bravos! E aqui vai o meu rugido leonino... UAU!

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