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quinta-feira, 2 de junho de 2016

Aninha

poesia de Margarete Solange


No tempo em que a raposa
Era amiga da galinha,
E a vaca tossia
E ainda dava uma rodadinha,
Existiu na terra
Uma minhoca engraçadinha,
Alegre e exibida,
Que se chamava Aninha.
Fazia amigos por toda parte,
Vivia de bem com a vida.
Mesmo não tendo beleza,
Era muito convencida.

Ao descobrir que lagarta
Se transforma em borboleta,
Muito esperta a minhoquinha
Arranjou uma caneta,
E sem que alguém visse
Escreveu com convicção
Que sua mãe era uma lagarta
e seu pai um lagartão.
Na hora de mudar e
Se transformar em borboleta,
Aninha, de novo, apoderou-se da caneta
E modificou a sua história,
Que já estava prontinha,
Dizendo que se transformara
Numa linda menininha.

Vaidosa e exibida
Pediu ao ilustrador
Que a fizesse colorida,
Com roupa extravagante,
Corpo sob medida,
Sapatos cor-de-rosa,
Elegante e divertida,
E assim Leon a fez
Do jeito que ela sonhou.

Depois a narradora,
Que se chamava Marina,
Percebendo a mudança,
Encantou-se com a menina.
Deu-lhe nome e sobrenome
E até uma profissão.
Anita Dicaprio
Tornou-se uma estrela,
Não de televisão,
De um blog literário,
Onde muito faladeira
Dizia o que queria
Recheando com besteira.
A super-Aninha,
Não se acha, tem certeza.
Foi assim que ela surgiu
E conseguiu sua beleza.
Hoje, famosa e admirada,
É favorita dos adultos,
Amiga da garotada.

Sentindo-se cansada
De seu exibimento,
Estudou muitos assuntos
E ganhou conhecimento.
Quis ser calma e comportada.
Não encontrando a caneta
Para modificar sua história,
Pediu ajuda a Marina.
A narradora madrinha,
Não possuía varinha
Nem era fada encantada,
Mas tinha grande talento
E levava em suas mãos
Um poderoso instrumento,
E com ele escrevia
Fosse noite, fosse dia
A história que quisesse.

Ao anunciar em público
Aquela decisão,
A resposta inesperada
Provocou grande emoção:
Seu jeito arrebatado
Espontâneo e sincero
Cativava os fãs
Por encanto e por mistério.
Seus amores e amoras,
Do ancião à criança,
Todos se agradavam dela,
Ninguém desejava mudança.
E foi assim que a Super-Aninha,
Com grande satisfação,
Percebeu que se exibir
Faz parte da profissão.

Margarete Solange,
Inventor de poesia, 2ª edição
Oito Editora, 2014, p. 192-193





domingo, 13 de março de 2016

Artistas que retratam a beleza da Mulher

Simplesmente Mulher

                                                          poesia de Margarete Solange
                                                          fotografias de Felipe Galdino

Uma mulher... 
Poesia para os olhos, 
Delicada, gritante.
Afaga e inquieta a alma. 
Criação do artista que pinta com palavras,
Que compõe versos no barro poético.
Uma mulher é uma composição buliçosa, 
Sem rima, sem métrica, sem certezas.
Inspirada, ambígua, complexa!
Uma sucessão de metáforas, 
Uma alegoria.
Despida de regras: 
Solta, livre... Nua, pura, 
Nem pecadora, nem santa: sem lógica! 
Verdadeira ou duvidosa. 
Bela... Enganosa! 
Sem querer, se faz ser...
Se impõe em versos,
Sendo o inverso, o universo...
Uma mulher é uma pintura única, rara!
Que não se imita, que não se explica.
Em preto e branco ou em cores...
Esplendorosa!
Submissa, contraditória, sagaz! 
Antiga, moderna, atemporal.
Perfeita ou imperfeita: grandiosa!
Arte dominadora e indomada,
Obra prima universal.
Uma mulher é uma mulher
E não precisa ser mais nada!



































Fotografias de Felipe Galdino

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Amigas

conto de Margarete Solange

De todas as maneiras fazemos mal uns aos outros. Querendo ou mesmo sem querer. Por vezes, temos nos lábios uma lâmina afiada e nem percebemos, temos unicamente consciência de que amamos e demonstramos esse tão grande amor através de um sincero beijo.
Durante muito tempo esses acontecimentos ficaram apagados de minha memória. Não sei como explicar, eles sumiram ou se calaram simplesmente. As pessoas não falam sobre o assunto e, desde então, passaram a me tratar como um ser muito frágil. Eu gostaria de saber o que pensam sobre essa história, que julgamento fazem de mim. Mas acho que ninguém sabe sobre o nosso trato a respeito daquele vestido, porque a minha amiga jamais contou, e eu, depois de tudo que aconteceu, não tive coragem de revelar.
Passaram-se anos sem que as cenas do passado viessem me incomodar; porém agora, como num grito, o silêncio foi rasgado, então surgiram em minha memória imagens tão reais que parecem a exibição de um filme num cenário vivo, no qual os personagens atuam em derredor de mim. Melhor dizendo, parece um sonho, no qual eu participo, mesmo estando bem acordada. O que vejo são lembranças, lembranças que ressuscitaram... Não sei para que elas ressurgiram assim, de repente, depois de tanto tempo de silêncio contido.
            Éramos amigas deste os tempos de nossa infância, inseparáveis. Nem mesmo quando nos apaixonamos pelo mesmo rapaz nossa amizade foi abalada. O cretino fingia-se interessado por nós para nos manter apaixonadas por ele. Logo que percebemos o seu jogo malvado, unimos forças para menosprezá-lo.
Algumas amigas, talvez por inveja de nossa amizade sincera, tentaram nos separar; porém, diante das adversidades, nossa amizade se fortalecia. Foram bons tempos.
Estudos, pesquisas e viagens sempre foram minhas grandes paixões. Ela queria ser modelo e atriz. Era linda: alta, magra, cabelos lisos e claros, olhos grandes, azuis, cheios de vida. Fez cursos e iniciou a carreira de modelo. Atuou em alguns comerciais, numa emissora local, mas não teve êxito nessa profissão porque não conseguiu manter a magreza esperada por muito tempo. A princípio eu percebia que ela estava infeliz, afinal ser modelo era seu grande sonho desde criança. Com o tempo, tornou-se alegre novamente, piadista, fazia gracinhas e proclamava-se feliz. Dizia que comer era uma de suas grandes paixões. Ser feliz vivendo o presente era seu lema, o passado e o futuro não importavam.
Ela comia com exagero, especialmente se estivesse em companhia de amigos e alguém lhe cobrasse os tempos em que era exageradamente magra e atuava como modelo. Eu tentava convencê-la a controlar-se. Falava-lhe sobre os perigos da obesidade e da importância de uma alimentação saudável. Sempre lhe mostrava pesquisas médicas e a fazia ler novidades sobre o assunto. Algumas vezes, ela me ouvia e acatava os meus conselhos; noutras, não me levava a sério. Vez por outra iniciava uma dieta, mas a sua força de vontade era vencida por qualquer prato delicioso que surgisse em sua frente.
A minha amiga teve um namorado que a ajudou a emagrecer, e manteve-se no peso ideal por um determinado tempo. Tão logo esse relacionamento terminou, ela, como que por pirraça ou vingança, desatou a engordar assustadoramente. Depois que esqueceu o rapaz, recuperou a autoestima e passou a preocupar-se com a boa forma. Assim, à custa de dieta e exercícios físicos, conseguiu manter-se no peso ideal durante um certo tempo.
Recordo-me de uma vez em que se encantou com um vestido que eu estava usando. Tentando motivá-la a perder peso, disse que lhe daria o vestido se ela emagrecesse. Nessa época, ela ainda não estava tão acima do peso. O incentivo deu certo, e em poucos meses ela estava magra, radiante exibindo-se, sentindo-se maravilhosa dentro do desejado vestido.
Anos depois, na época em que eu estava estudando e morando em Portugal, ela visitou-me e esteve comigo alguns dias. Ao passar diante de uma vitrine, encantou-se com um vestido belíssimo. Entramos na loja com propósito de verificar se havia um modelo semelhante num tamanho maior. Não havia. Além disso, soubemos que o vestido era caríssimo. Mesmo assim, eu o provei, a pedido dela. Os seus olhos se iluminaram. Ela desejava muito aquele vestido. Mas, mesmo que tivesse outro parecido, não seria a mesma coisa, o vestido era especialmente belo: perfeito!
– Compro pra você – disse-lhe num impulso.
– Como assim? – estranhou. – É muito caro!
– Não importa, compro!... E lhe dou de presente se você prometer emagrecer.
Olhou-me pensativa. Teria que emagrecer uns vinte quilos para caber naquele vestido.
– Não... é um vestido muito caro...
– Compro o vestido, se você prometer que vai emagrecer...
– Você não tem esse dinheiro... Não posso aceitar.
– Dou um jeito.
Insisti. Ela, olhando cada detalhe do vestido, que realçava as curvas de meu corpo, encheu-se de entusiasmo.
– Vou usá-lo no Natal! – proclamou decidida, batendo palmas e levando as mãos ao rosto alegremente, um tanto infantil.
– No Natal?!
Achei que o Natal estava muito próximo, mas não quis desestimulá-la.
– Vou usá-lo no Natal, você vai ver.
Consegui que me reservassem o vestido até o final do mês e, assim sendo, a peça foi retirada da vitrine. Ela animou-se. Iniciou a dieta naquele mesmo dia. Pedi-lhe que tivesse juízo e que procurasse um acompanhamento com um especialista. Ela me garantiu que não faria nenhuma loucura para emagrecer.
Umas duas semanas depois, telefonou-me dizendo que já estava mais magra e que eu tratasse de comprar o vestido. Contagiada pela sua empolgação, comprei-o imediatamente. Desde então, passei alguns apertos financeiros; contudo, estava certa de que o sacrifício valeria a pena.
Escreveu-me dando notícias e perguntando-me pelo seu presente. Contei que o vestido já estava comigo e mandei-lhe uma foto comprovando a veracidade de minhas palavras.
Respondeu-me expressando a sua felicidade e a sua ansiedade para vesti-lo. Novamente afirmou que iria usá-lo no Natal. Quando lhe perguntava quantos quilos já havia emagrecido, ela não me dava resposta. Dizia-me tão somente que era surpresa.
E, dessa forma, nos correspondemos durante oito meses, até que, finalmente, eu voltei à minha pátria trazendo comigo o rico presente.
Não avisei que estava vindo porque pretendia fazer uma surpresa a todos. Logo que cheguei, soube que minha amiga estava hospitalizada. A notícia não só me surpreendeu, chocou-me profundamente. Ela estava muito mal, entre a vida e a morte.
Sem acreditar ou sem aceitar o que estava acontecendo, dirigi-me ao hospital levando o presente comigo. Mesmo ciente da gravidade do caso, eu ainda estava cheia de esperanças. Apesar da situação dolorosa, a família de minha amiga expressou a sua alegria ao ver-me de volta.
Como não era permitido que as visitas entrassem todas juntas, mas somente uma de cada vez, elegeram-me para ser a primeira a entrar e permitiram que eu ficasse um pouco mais. Imaginaram que isso poderia trazer-lhe grande emoção que resultasse em alguma melhora.
Se nosso encontro não estivesse acontecendo numa situação como aquela, eu diria que, ao vê-la, senti uma alegria indizível: ela conseguira emagrecer conforme prometera. Repentinamente essa emoção transformou-se em pavor. Tomada pelo pânico, não sabia o que fazer ou dizer.
Imaginando que ela me ouvia, iniciei gracejando, evocando passagens de nossa infância e adolescência, como se estivéssemos interagindo numa animada conversação. Acho que ela me ouvia, mas os seus olhos estavam fechados e ela não movia nenhuma parte do corpo, apenas respirava. Acho que algum aparelho a ajudava a respirar... Não lembro, não consigo lembrar os detalhes daquele encontro... Tento, mas algumas partes se mostram vazias.
Imagino que falei com ela, durante algum tempo, chorando, sorrindo, cantando nossas canções favoritas. Por fim, lembrei-me do vestido. Saber que o tão desejado presente estava ali comigo talvez fosse uma emoção capaz de trazê-la de volta do coma. Nesse momento, uma enfermeira bateu à porta e entrou para dizer que o tempo da visita havia acabado.
Ao chegar diante da porta, desisti de sair. Girei a chave na fechadura e voltei para junto de minha amiga. Eu não podia abandoná-la naquele momento. Mostrei-lhe o vestido. Segurei-lhe a mão e pedi-lhe um sinal. Acho que ela me deu um sinal. Não me lembro como foi isso, mas lembro que aconteceu algo que me deu esperanças.
Estava cabisbaixa, tentando colocar o vestido de volta na bolsa, então, de repente ouvi a sua voz. Acho que foi assim... Ela sentou-se na cama e pediu-me o presente. Não lembro ao certo, mas lembro-me de que, com grande dificuldade, eu tentava vesti-la. Eu desejava tanto vê-la usando aquele vestido e, sobretudo, eu queria muito vê-la feliz.
Apressava-me na execução de minha tarefa, porque pessoas batiam à porta me pedindo para abri-la. Em seguida, não me lembro de nada mais. Disseram-me que cai e sofri uma forte pancada que me abriu a cabeça e que, durante alguns dias, fiquei inconsciente, internada numa clínica que ficava ao lado do hospital onde a minha amiga estava.
Três dias depois, ela se foi, bela e simples. Era noite de Natal, mas ela não estava usando o vestido de festa que eu lhe dei. 



Fotografia de Felipe Galdino

.Margarete Solange,Contos Reunidos,
Sarau das Letras,2014, p. 150-155



quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

A Vida

poesia de Mario Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê passaram-se 50 anos!

Agora, é tarde demais para ser reprovado...
Se me fosse dado, um dia, outra oportunidade,
eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando,
pelo caminho, a casca dourada e inútil das horas...
Dessa forma eu digo:
Não deixe de fazer algo que gosta devido à falta
de tempo, a única falta que terá,
será  a desse tempo
que infelizmente nunca mais voltará.



Fotografia 
"Flor do Xiquexique"
de Margleice Pimenta

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

ENCONTRO DE PERSONALIDADES DO MUNDO LITERÁRIO


Na última quinta feira dia 17 de dezembro, por ocasião da festa de final de ano na APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais, vários personagens bem conhecidos da garotada estiveram ali presentes, entres eles Emília, Branca de Neve, Papai Noel, Mamãe Noel, Príncipes e Princesas. E em meio a esse clima de emoção e alegria, cheias de animação estavam também a apresentadora Vanuza e Vovó Glória, a Contadora de História, duas personagens que são meio reais e meio literárias. Ambas ficaram muitíssimo encantadas com o trabalho ali realizado, o lugar é bonito e aconchegante, contribuir com um trabalho como este é gratificante, quem o faz certamente agrada a Deus.




 


  





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Fotografias: Marcos Cavalcante

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

CHÁ LITERÁRIO

A noite do dia 30 de setembro foi de muita festa para a Escola Estadual São Judas Tadeu (MG), que conta atualmente com 100 alunos. Sob o cuidado e organização do Especialista de Educação Básica, Ismael Lopes, a vice diretora, Fabiane Oliveira e demais profissionais da área de Linguagem foi realizado o II Chá Literário da escola, que contou com presença expressiva de alunos e funcionários. O evento teve por objetivo fomentar e socializar a apreciação literária e artística de modo geral, englobando diversas disciplinas, passando pelo português, inglês, história e envolvendo até mesmo a matemática.
O trabalho de preparação para o Chá Literário ocorreu durante o terceiro bimestre com os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio. A leitura nunca é demais e a escola foi palco deste universo fascinante, embalado por poemas de Marilene Godinho, Margarete Solange e Cecília Meireles, todos declamados por alunos. Para dar início a extensa programação houve a execução do Hino Nacional Brasileiro, apresentação de danças, além da peça teatral “ Sítio do Pica Pau Amarelo”. Foi sem dúvida um exemplo de superação das dificuldades, na esperança de sempre alcançar os objetivos almejados. Antes de finalizar a primeira etapa do evento, a diretora Gilma Antunes aproveitou a presença dos responsáveis e apresentou a equipe da escola, composta por professores e funcionários, promovendo maior interação entre a comunidade escolar. Após as apresentações, uma recepção completa, relembrando a tradição do chá com bolo ou biscoito e um bom livro por perto. A festa foi encerrada com gostosuras diversas apreciadas por todos os participantes, que garantiram o sucesso do evento. 
O projeto “Chá Literário” começou pela necessidade de um reforço da biblioteca e passou por todo um processo, anterior ao encerramento desta quarta-feira. Desejando ampliar e reforçar o acervo, veio a ideia da campanha para que doações de livros fossem feitas à escola e assim pudesse reforçar o hábito da leitura nas crianças.
De acordo com a diretora da escola, esta etapa finalizada é com certeza apenas uma primeira edição, pois o projeto foi muito bem recebido por todos, contando até mesmo com o apoio da escritora norteriograndense, Margarete Solange, que, além de suas obras, fez doações de livros de expressivos escritores da literatura brasileira. Gilma considera que valeu muito a pena o empenho de todos os professores, alunos e funcionários em conjunto. Todos se envolveram mesmo que não participando diretamente das apresentações, como o bibliotecário que ajudou nos ensaios das peças teatrais. Para ela a chegada de novos livros é sempre uma novidade boa e bem vinda, permitindo que os alunos tenham acesso a uma biblioteca mais estruturada. E por considerar a leitura um trabalho de suma importância, espera que a comunidade escolar continue empenhada nesta campanha. Graças ao bom número de doações, os resultados foram visíveis e os alunos estão lendo mais do liam que antes. A diretora Gilma espera contar com os novas doações de livros, afinal, a campanha não acabou. E finaliza parabenizando a todos pelo sucesso do projeto e pelos momentos agradáveis. 








 





Escola Estadual São Judas Tadeu,
Minas Gerais
Reportagem e fotografias enviadas por 
Ismael Lopes:
Especialista em Educação Básica