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domingo, 14 de maio de 2017

M ã e

poesia de Margarete Solange

Mamãe
É um Beija-flor
E eu a flor
Que alguém
Plantou
No seu jardim.
Ai de mim
Sem ela!

Ela me beija
Com dulçor
E eu sou feliz
Por seu amor.
Mulher bela
E preciosa,
Como viver
Sem ela?











Margarete Solange.
Inventor de Poesia Infantil
 2ª edição, 
Sarau das Letras,
2016, p. 75
Ilustração Isaura Barbosa

terça-feira, 25 de abril de 2017

Leon

Poesia de Margarete Solange



Antes de ser ilustrador
E encantar a garotada,
Leon era uma singela
Bolsinha esperando
Ser comprada.
Logo que Marina o viu,
Não conteve a paixão.
Era um leãozinho magrelo,
Desnutrido e cabeção,
Tinha uma juba assanhada,
Não tinha beleza nem nada,
Mas ela ouviu seu coração.
  
Marina que inventava histórias,
Com o seu lápis na mão,
Transformou a singela bolsinha
Num inteligente fantoche-leão.
Mesmo sendo uma criança
Ele sabia responder
A qualquer pergunta difícil
Que alguém quisesse fazer.
Desenhando ou pintando,
Leon Fernandez era bom
Em tudo que fazia,
Era dez em talento,
Dez em sabedoria.
Conquistou o mundo inteiro
Com a sua simpatia.


Conheceu Aninha
E por ela se encantou,
Mas para surpresa de todos
A esperta personagem
Desejava aproveitar-se
Do talento do ilustrador.
Com lágrimas nos olhos,
Fingindo emoção,
Procurou o artista
E fez a sua petição.
Quando ele a desenhou
Alta, esbelta e bonita,
Ela abriu seu coração:
Declarou que o amava
Como se fosse um irmão.






Desapontado, o Leão
Resolveu cortar a juba
E deixá-la bem lisinha,
Na intenção de ficar gato,
Para conquistar Aninha.
Com o tempo percebeu
Que sentia por ela
Grande admiração.
Apesar das diferenças,
Tornaram-se amigos
E viveram em comunhão.
Promovido a repórter
E apresentador
Do Literário Bloguinho,
Inteligente e encantador,
Agradou a mulherada
E tornou-se um conquistador.



Sendo um bravo guerreiro,
Planejava e alcançava sempre
Tudo o que queria...
Então desejou ser gente
Nem que fosse por um dia.
Com ajuda de Marina,
A narradora madrinha,
Sentindo-se fenomenal,
Saiu da literatura
E veio ao mundo real.
Desde então o leão-menino,
Talentoso e capaz,
Decidiu não ser fantoche,
E transformar-se num rapaz.









Margarete Solange,
Inventor de Poesia Infantil,
Sarau das Letras,  2ª edição, 
2016, p. 123-125
Ilustração; Isaura Barbosa





Ilustração de Isaura Barbosa










quinta-feira, 2 de junho de 2016

A n i n h a

poesia de Margarete Solange



No tempo em que a raposa
Era amiga da galinha,
E a vaca tossia
E ainda dava uma rodadinha,
Existiu na terra
Uma minhoca engraçadinha,
Alegre e exibida,
Que se chamava Aninha.
Fazia amigos por toda parte,
Vivia de bem com a vida.
Mesmo não tendo beleza,
Era muito convencida.

Ao descobrir que lagarta
Se transforma em borboleta,
Muito esperta a minhoquinha
Arranjou uma caneta,
E sem que alguém visse
Escreveu com convicção
Que sua mãe era uma lagarta
e seu pai um lagartão.
Na hora de mudar e
Se transformar em borboleta,
Aninha, de novo, apoderou-se da caneta
E modificou a sua história,
Que já estava prontinha,
Dizendo que se transformara
Numa linda menininha.

Vaidosa e exibida
Pediu ao ilustrador
Que a fizesse colorida,
Com roupa extravagante,
Corpo sob medida,
Sapatos cor-de-rosa,
Elegante e divertida,
E assim Leon a fez
Do jeito que ela sonhou.

Depois a narradora,
Que se chamava Marina,
Percebendo a mudança,
Encantou-se com a menina.
Deu-lhe nome e sobrenome
E até uma profissão.
Anita Dicaprio
Tornou-se uma estrela,
Não de televisão,
De um blog literário,
Onde muito faladeira
Dizia o que queria
Recheando com besteira.
A super-Aninha,
Não se acha, tem certeza.
Foi assim que ela surgiu
E conseguiu sua beleza.
Hoje, famosa e admirada,
É favorita dos adultos,
Amiga da garotada.

Sentindo-se cansada
De seu exibimento,
Estudou muitos assuntos
E ganhou conhecimento.
Quis ser calma e comportada.
Não encontrando a caneta
Para modificar sua história,
Pediu ajuda a Marina.
A narradora madrinha,
Não possuía varinha
Nem era fada encantada,
Mas tinha grande talento
E levava em suas mãos
Um poderoso instrumento,
E com ele escrevia
Fosse noite, fosse dia
A história que quisesse.

Ao anunciar em público
Aquela decisão,
A resposta inesperada
Provocou grande emoção:
Seu jeito arrebatado
Espontâneo e sincero
Cativava os fãs
Por encanto e por mistério.
Seus amores e amoras,
Do ancião à criança,
Todos se agradavam dela,
Ninguém desejava mudança.
E foi assim que a Super-Aninha,
Com grande satisfação,
Percebeu que se exibir
Faz parte da profissão.




Margarete Solange,
Inventor de Poesia Infantil, 2ª edição
Sarau das Letras, 2016, p. 120-122
Ilustração; Isaura Barbosa



Ilustração de Isaura Barbosa










domingo, 13 de março de 2016

Artistas que retratam a beleza da Mulher

Simplesmente Mulher

                                                          poesia de Margarete Solange
                                                          fotografias de Felipe Galdino

Uma mulher... 
Poesia para os olhos, 
Delicada, gritante.
Afaga e inquieta a alma. 
Criação do artista que pinta com palavras,
Que compõe versos no barro poético.
Uma mulher é uma composição buliçosa, 
Sem rima, sem métrica, sem certezas.
Inspirada, ambígua, complexa!
Uma sucessão de metáforas, 
Uma alegoria.
Despida de regras: 
Solta, livre... Nua, pura, 
Nem pecadora, nem santa: sem lógica! 
Verdadeira ou duvidosa. 
Bela... Enganosa! 
Sem querer, se faz ser...
Se impõe em versos,
Sendo o inverso, o universo...
Uma mulher é uma pintura única, rara!
Que não se imita, que não se explica.
Em preto e branco ou em cores...
Esplendorosa!
Submissa, contraditória, sagaz! 
Antiga, moderna, atemporal.
Perfeita ou imperfeita: grandiosa!
Arte dominadora e indomada,
Obra prima universal.
Uma mulher é uma mulher
E não precisa ser mais nada!



































Fotografias de Felipe Galdino