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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

Desafio Literário

Hola, yo soy Leon Fernandez 
And I'm Aninha DiCaprio.

Estamos aqui para comandar o novo desafio literário. Logo na página abaixo está o poema: “O silêncio das lembranças” da autora Margarete Solange que foi eleita a escritora favorita do Literário Bloguinho. No romance “O Silêncio das lembranças” esse poema foi escrito por um de seus personagens. 

Para ganhar esse livro, que já está nos nossos estúdios, você deverá responder a pergunta: “que personagem dessa obra escreveu esse poema?”.
Mole, mole, fácil, fácil. Pede o livro emprestado ao teu amigo sem dizer para que é. Descubra a resposta e ganhe o seu próprio livrinho. Mas fique esperto, porque se você disser ao seu amigo para que quer o livro emprestado, quem vai ganhar é ele que já leu o livro antes de você. 
Shuashuashua
 Repetindo a pergunta do desafio:

“Que personagem da obra O Silêncio das Lembranças escreveu o poema “O silêncio das lembranças”?

Participe! 
Quem responder primeiro e acertar a resposta é o ganhador.
Beijo Nosso... Literário 
e em três idiomas

O Silêncio das Lembranças

poesia de Margarete Solange

Quando eu morrer, nada levarei comigo.
Nenhuma mágoa, nenhuma lágrima, nenhum sorriso.
As lembranças silenciarão para sempre.
As flores estarão murchas ao meu derredor.
O vento ousado que brincou com meus cabelos
Não beijará meus lábios outra vez.
 .
O sol irá se pôr todos os dias
E eu não o verei mais...
Os pássaros pousarão sobre as paredes brancas
De minha sepultura fria,
E cantarão belas canções que não poderei ouvir.
 .
                         Os que me amam hão de chorar, eu sei,
Mas em breve esquecerão meu rosto pálido
E debaixo do pó estarei sozinha, quieta,
Porque a areia não será capaz de me ouvir.
 .
O silêncio me tomará em seus braços
E sussurrará aos meus ouvidos:
Guardarei comigo o teu segredo para sempre”



Fonte:  Margarete Solange, 
O Silêncio da Lembranças
Editora Queima Bucha, 2011
Ilustração de Jorge Davi 
.
Margarete Solange.
 Inventor de Poesia:
Versos Líricos. p.46
Queima-Bucha, 2010.



terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Retrato

poesia de Cecilia Meireles

Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios, 
nem o lábio amargo.

Eu não tinha estas mãos sem força, 
tão paradas e frias e mortas; 
eu não tinha este coração
que nem se mostra. 

Eu não dei por esta mudança,
tão simples, tão certa, tão fácil:
- Em que espelho ficou perdida a minha face?
.

Fonte:Cecilia Meireles. 
Antologia Poetica.
L&PM, 2010
.
A grande Poeta Cecília Benevides de Carvalho Meireles ou tão somente Cecília Meireles, nasceu em 7 de novembro de 1901, no Rio de Janeiro. Órfã ainda criança, foi educada pela avó materna. Professora primária formada em 1917, dedicou-se ao magistério. Em 1919 publicou seu primeiro livro de poesias, Espectros, de tendência parnasiana. A partir dos livros Viagem (1939) e Vaga Música (1942), alcançou a maturidade literária, inspirando-se principalmente no simbolismo. Seu estilo, extremamente pessoal, dificulta a classificação de sua obra em uma escola literária específica, no entanto, o nome dessa ilustre poeta fulgura entre os principais autores do modernismo. Lírica, intimista e mística, abordou os temas da precariedade da vida, do amor, da morte e da fugacidade do tempo. Morreu no Rio de Janeiro, em 9 de novembro de 1964.