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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Manto Grisalho

Crônica de Margarete Solange 
Envelhecer não me soa agradável: a velhice é prenúncio da morte. É uma estrada certa, um caminho que não tem volta. Alguns conseguem frustrá-la por bastante tempo, e então se desviam dela pelo caminho, e assim escondendo-se e esquivando-se prosseguem, contudo a velhice é a sorte de todos, exceto daqueles que morrem prematuramente. Para aqueles que conseguem evitá-la ao longo da vida, um dia ela chega e entrando por qualquer fresta descuidada, gloriosamente se derrama malvada sobre suas cabeças como se tivesse irrompido do nada repentinamente, mas na realidade ela esteve sempre por perto, dia a dia se chegando, estreitando o caminho. A vida é um existir inocente que nos leva sempre adiante como se estivemos numa estrada rolante que nos leva ao futuro mesmo que não façamos qualquer esforço para seguir em frente. A vida nos leva com ela subindo em direção ao alto, todavia não existe anúncio de nossa chegada ao topo porque não há um percurso oficial, tampouco uma linha de chegada. Não existem regras ou normas para sabermos onde ou quando se dá o apogeu, e, por vezes, não percebemos que ele passou e não nos demos conta disso. Descobrimos-nos então descendo a ladeira da vida, e essa descida sempre se mostra mais apressada. Ela, a indesejada velhice, do outro lado nos espreita amável. Enquanto não nos abraça completamente, se anuncia aqui, ali e além, cobrindo com seu manto grisalho os de perto e os de longe nos atingindo indiretamente para dizer num eco adocicado: “Estou aqui” “Estou aqui”. A velhice é grande aliada da morte, caminham juntas, emparelhadas desempenhando funções parecidas, sendo a primeira menos sincera porque disfarça suas intenções. Para provar que reina, toma como reféns nossos avós e, após entregá-los para sua aliada, se apodera de nossos pais... – Vê quem amamos tão intensamente envelhecer, desassossega nossos corações compassíveis! Esse envelhecer nos leva junto, como se em sonho estivéssemos mirando o espelho do futuro: ele sussurra que a juventude é breve... Ainda assim, muitos preferem não traduzir para si mesmos o balbucio dessa voz.  

15 comentários:

  1. Emocionante!!! Curti muito, tia!! ;-)

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  2. p.s.: eu quero aparecer nesses slides aí do ladooo... pronto, falei!! =D

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  3. Ok, sobrinho querido. Vou pedir a Maressa para colocar, é ela quem faz esses detalhes. bjs

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  4. oi Gui vou providenciar um novo slideshow com ft sua

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  5. Maressa, se não colocar uma foto minha tbm nos slides, já sabe, desapareço deste blog. E sem mim, bonitinha, o ibope com certeza não é o mesmo. Depois da autora Margarete é claro que quem mais brilha aqui sou eu. Hum.... sabe que achei esse Gui o máximo, gostei dele! Maressa fala de mim pra ele, amiga.

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  6. Agora com muita seriedade quero comentar a crônica da escritora Margarete Solange, minha contista favorita!!! Não gosto muito de velhice, não, na verdade esse tema até me assunta, mas ela escreve tão bem que tudo que desce de sua caneta para o papel fica divino. ADOGO de montão!!! Só não entendo porque ao invés de ilustrarem a crônica com uma foto minha, escolheram a Angelina Jollie, quer dizer, entendo sim, vão colocar minha bela face em cena quando o tema da crônica for juventude e beleza, acertei?!

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  7. Acertou sim, Estrela. Quando for uma crônica sobre juventude, beleza e exibimento com certeza postaremos sua foto, combinado? Aninha, vc não perde tempo hein, danadinha?! Pois saiba que eu e Maressa já falamos de vc pra Gui. Ele já te conhece muito bem e sabe de vc e Leon. Vou dizer pra ele ler as postagens anteriores para saber tudo, tudo sobre vc, que acha?

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  8. Aninha como vc quer que Leon volte pra vc?Viu o bonitão já se animou hein?Tem jeito ñ,izibida sem limites,kkk.Concordo com vc Aninha,a velhice é pra mim sinônimo de solidão,porém essa crônica me animou bastante.Adorei ver algo sobre a velhice.Essa escritora pensa em tudo.Fico me perguntando:Como alguém é tão inteligente e ainda ñ estorou pro mundo,oro à Deus pra que seu trabalho seja reconhecido logo.

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  9. È uma crônica encantadora, cheia de verdades. Por mais que a gente tente fugir da velhice, a gente não consegue. Ao ler essa crônica a gente fica emocionada, pensando que tudo isso e verdade. E outra coisa a gente tem que procurar viver e aproveitar a juventude em cada fase de nossa vida. Porque quanto chegar a velhice a gente já tem aproveitado bastante.

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  10. Este comentário foi removido pelo autor.

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  11. Gente eu sei traduzir!! ele disse: "eu vou voltar, Aninha, me aguarde" Ai que felicidade!! Esta crônica abriu meu olhos. Enquanto a velhice não vem vou aproveitar bastante. E quando a velhice chegar vou ser a velhota mais linda e incrementada que já houve na terra. Bjs meus fãs

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  12. Crônica cheia de verdades, esse é o ciclo natural da vida: velhice e morte, mas para aqueles que esperam em Cristo, isso não problema porque a velhice e morte não são o fim, do outro lado da vida estaremos com Cristo.

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  13. Crônica bem escrita, verdadeira. O sentimento que surgiu em mim enquanto estava lendo essa crônica foi de angustia, pela verdade que ela passa para nos leitores. A velhice me assusta, não por pensar que um dia vou ficar velha, mas por saber que meus querido que envelhecem estão morrendo...

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